World of Warcraft: The Burning Crusade

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“…você gosta do game, tenha certeza de que amará a expansão…”


Saiba o que muda na Expansão mais badalada de todos os tempos.

“The Burning Crusade” é, sem dúvidas, a expansão de maior sucesso instantâneo já vista. Atualmente, “World of Warcraft” tem oito milhões de jogadores e, destes, 2,4 milhões compraram o pacote nas primeiras 24 horas de lançamento. Mas a expectativa ao redor da expansão é tão grande quanto o sucesso, e alguns podem até questionar se a Blizzard está em busca de lucro fácil ou se o game de fato possui qualidade suficiente para honrar aqueles que têm se divertido com o RPG online.

Para a sorte geral, a produtora acertou a mão novamente, com as montarias aéreas, a renovação do PvP (sigla em inglês para os combates entre jogadores), o sistema de arenas e um novo mundo e uma série de outras novidades que acrescentam ainda mais fôlego a “World of WarCraft”.

Lar dos Orcs

A expansão tem como palco o continente de Outland, que traz as únicas terras habitáveis do antigo lar dos Orcs, conhecido como Draenor, local explorado também pela expansão de “Warcraft II”. Outland agora é comandada por Illidan Stormrage – que, por sua vez, é um dos heróis de “Warcraft III” -, que colabora na destruição da Burning Legion e teve papel decisivo na expansão “The Frozen Throne”.

Como é possível perceber, “The Burning Crusade” faz muitas referências às versões anteriores da saga, como a “instance” (as masmorras de “World of WarCraft” chefiada por Lady Vashj, a nova morada dos Blood Elves, a prisão de Maiev Shadowsong etc.

A expansão introduz duas novas raças: Draenei, para a Aliança, e Blood Elves, para a Horda. Os Draenei (“os Exilados”, em sua língua) migram de planeta em planeta, buscando um lugar pacífico, tendo um dia chegado a Draenor (“O Refúgio dos Exilados”). Ali, se aliaram aos Orcs e aprenderam sua arte xamã, prosperando por muito tempo; mas, graças à corrupção dos Orcs pela Burning Legion, tiveram que fugir outra vez, fazendo uma parada forçada em Azeroth.

A área inicial dos Draenei é toda baseada na queda da nave e em seu efeito no ecossistema local. Criaturas pacíficas se transformaram em aberrações e insetos ficaram gigantes, tudo por causa da radiação emitida pela nave e sua fonte de energia – os cristais. Aliás, para os Draenei tudo é feito de cristal, e isso lhes rende um bônus na nova profissão trazida por “The Burning Crusade”: a “jewelcrafting”, que permite criar anéis, colares etc. O visual dos Draenei mistura patas de cavalo, rabo escamoso e uma testa com formato de cristais; eles são bem esquisitos, mas é bom para quebrar o clima europeizado da Aliança. Os Draenei se desdobram em seis classes, dentre as quais Shaman, até então exclusiva da horda.

Já os Blood Elves são os antigos High Elves, que depois de terem seu reino atacado por Arthas e sua fonte de poder destruída, se tornaram desesperados por novas fontes de magia. Em meio ao desespero, o Príncipe Kael’thas Sunstrider ensinou a todos uma maneira de sugar a energia dos ambientes, até mesmo energia demoníaca para conseguirem manter saciada sua sede por magia.

A prática culminou na expulsão do Príncipe da Aliança. Agora, os Blood Elves se aliaram à Horda para alcançar Outland e se unirem ao seu príncipe outra vez. A área inicial da raça é, possivelmente, a mais incrível de “World of Warcraft”: além dos cenários belíssimos, você terá como área de “quests” a cidade da Scourge, igual a “Warcraft III”, com direito a Ziggurats e Slaughter Houses. Mesmo que você não goste da Horda, não pode deixar de visitar.

Enquanto os Draenei se envolvem com tecnologia avançada e cristais, os Blood Elves apóiam-se completamente na magia: sua cidade possui vassouras que se mexem sozinhas, vasos flutuantes e decoração em tons de vermelho e dourado. Os Blood Elves são muito belos, dando um ar mais sutil à Horda e suas raças feias de doer – além disso, podem ser da classe Paladin, anteriormente exclusiva da Aliança.

As mudanças de Outland

A parte principal da expansão é Outland, em suas sete zonas e tudo que nelas está. Cada zona possui temática própria e cobre uma certa faixa de nível com quests, monstros e instances. As quests de Outland se mantêm fiéis ao formato de sempre, e centenas de novas permitem alcançar o nível máximo de experiência, sem se resumir a matar monstros. Apesar de a maioria ser parecida com as antigas de Azeroth, em alguns momentos você encontrará quests únicas, como a Bombing Run, na qual você voa numa montaria “em trilhos”, jogando bombas em monstros.

Outland também traz várias instances novas, divididas em pedaços menores de forma similar a Scarlet Monastery ou Dire Maul. O resultado são várias instances que podem ser executadas de 60 a 90 minutos, em média, facilitando a vida dos jogadores casuais e agradando mais os viciados.

Instances também mudaram em design: agora possuem menor quantidade de monstros, mas os que existem oferecem um desafio bem maior; e os cenários são maiores, fazendo com que você não se enjoe tão facilmente. A dificuldade das instances novas é variável: ao atingir o nível 70, você poderá ir a qualquer instance de Outland no Heroic Mode, aumentando a dificuldade e a qualidade dos equipamentos providos.

Um dos pontos de maior controvérsia é o fato de as “Raids” terem diminuído de 40 para 25 pessoas. As opiniões se dividem, mas unir 25 pessoas é bem mais fácil do que unir 40, tornando as Raids acessíveis aos jogadores menos assíduos. “The Burning Crusade” traz uma Raid de dez pessoas e seis de 25 pessoas, sendo que duas destas serão implementadas apenas em atualizações futuras.

As montarias aéreas são exclusivas aos que atingirem o nível 70 e se mostram bem úteis: muitos lugares só são acessíveis através delas, que podem parecer muito caras de início, mas em Outland é bem mais fácil conseguir dinheiro. O único problema é só poder guiá-las em Outland – segundo a Blizzard, o mundo original de “World of Warcraft” não está preparado para montarias voadoras e seria necessário reprogramar o jogo todo para tornar isso possível. É claro que todos nós esperaremos, um dia, podermos voar em Azeroth, mas seria uma tarefa extremamente difícil de ser realizada.

O velho sistema de reputação com facções, que sempre deu recompensas que não valiam o tempo gasto, continua o mesmo, mas com a vantagem de agora ter recompensas que são mais interessantes. Todos os itens de Outland são absurdamente mais poderosos, criando um abismo entre aqueles que os possuem e quem não tem a expansão.

Aliança versus Horda

Até agora o World PvP só rendia uns poucos pontos de honra e nem valia a pena se dedicar a ele, mas em Outland existem quests baseadas no recurso e você pode conseguir bônus temporários ou “tokens” para trocar por bons equipamentos, simplesmente matando sua facção inimiga.

Foi aberto um novo “battleground”, o Eye of the Storm: combinando os estilos capture-and-hold e capture-the-flag, aqui aqueles com nível acima de 60 lutam pela posse de quatro torres e, ao mesmo tempo, disputam uma única bandeira, que dá pontos extras.

Mas a grande inovação na briga entre jogadores é o sistema de arena: você cria uma equipe de até cinco pessoas, dá título e um “tabard” e luta em mapas onde quem sobreviver por último ganha. Perfeitas pra quem gosta de matar só por matar, as arenas ainda rendem equipamentos poderosíssimos para os melhores grupos do ranking.

Interface melhorada

A interface sofreu algumas melhorias, mas a maior adição é o “Looking For Group”, através do qual você pode procurar grupos para instances e quests mais facilmente. Porém, ainda existem muitas modificações feitas por usuários via mods e que poderiam muito bem fazer parte da interface original, como timers para totems, janelas e botões móveis, entre outros; fora que “World of Warcraft” se apóia muito no sistema de guildas e nem um Guild Bank possui.

O visual de Outland está muito bem feito, desde os cogumelos incríveis de Zangarmarsh até as montanhas de Shadowmoon Village. Os modelos estão visivelmente com bem mais polígonos, o que deixa tudo mais detalhado, bastando reparar nos monstros e armas. Mesmo assim, dava para ser melhor: faltaram efeitos especiais em muitos momentos, como névoa e brilho de cenário, e algumas texturas estão com pouca resolução. A Blizzard diz que, no futuro, pretende liberar um pacote de melhorias gráficas, e esperamos que realmente o faça, pois é possível melhorar sem precisar aumentar a configuração mínima.

O som, como sempre, traz músicas bem feitas e que colaboram com a atmosfera, sem falar nos efeitos sonoros dos ambientes e das batalhas. Foi adicionada uma opção de aceleração de hardware para som, mas não parece fazer diferença no resultado final.

Alto impacto

Nas semanas que precederam o lançamento, o impacto da expansão já era sentido dentro do jogo. NPCs das novas raças apareceram nas cidades, jogadores que ainda não haviam atingido o nível mínimo de entrada no Dark Portal estavam tentando desesperadamente consegui-lo e os canais de chat estavam repletos de conversas sobre como a Horda seria com Paladins ou a Aliança com Shamans. A economia das casas de leilão enlouqueceu completamente, pois os jogadores ignoraram os leilões de equipamentos para superfaturar os itens necessários para o novo jewelcrafting.

Pouco antes de “The Burning Crusade” chegar às lojas parecia que existiam só dois tipos de jogador em Azeroth: aqueles que planejavam comprar a expansão em breve e aqueles que madrugaram na fila para comprar a expansão e não queriam esperar para mostrar seus novos itens, pets, montarias etc. Cidades tradicionalmente tumultuadas como Ironforge e Orgrimmar, de repente, se esvaziaram, pois todos tinham ido para Outland.

Ass áreas iniciais das raças antigas pareciam estar no mesmo estado, pois todos com uma leve vontade de criar um novo personagem correram para as áreas dos Draeneis e Blood Elves. O resultado, obviamente, foi que o novo sistema de respawn proporcional à densidade demográfica do local não foi suficiente para fornecer monstros para tanta gente fazer quests ao mesmo tempo, tornando o jogo um exercício de paciência. Para completar, alguns servidores caíram em certos momentos por excesso de jogadores.

Muitas da quests iniciais de Hellfire Peninsula dão como recompensa itens incomuns ou raros que, a não ser que você possua itens épicos das masmorras do jogo original, significam uma melhoria massiva na capacidade do seu personagem. O resultado é a diminuição do abismo de performance entre personagens super-equipados e os normais, fazendo com que instances e quests sejam desafios equilibrados entre todos.

Talvez o efeito mais estranho seja que, nos servidores PvP, havia uma espécie de trégua entre Aliança e Horda; todos estavam tão envolvidos com suas quests que nem se preocuparam em atacar uns aos outros. Agora, passada a euforia do lançamento, Azeroth está aos poucos voltando ao normal. As novas áreas iniciais são prazerosas de jogar, os preços dos materiais para jewelcrafting estão caindo aos poucos, as quests já podem ser executadas da maneira prevista e vários jogadores nível 70 já são vistos em suas montarias voadoras pelos céus.

Expansão crucial

“The Burning Crusade” é ponto obrigatório para quem já joga “World of Warcraft”, seja para não ser ultrapassado ou simplesmente para obter mais atrativos para continuar jogando. Excluindo as montarias voadoras e as arenas, nenhuma modificação profunda foi feita no sistema de jogo; simplesmente o que já existia foi estendido.

Infelizmente “World of Warcraft” ainda peca em alguns pontos, como boas alternativas para quem gosta de jogar solo, sem falar na ausência do RPG online no Brasil. Mas, se você gosta do game, tenha certeza de que amará a expansão – pelo menos por alguns meses.

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